11/06/2008 - Agência Estado
Um grupo de padarias de São Paulo lançou uma campanha que vai dar desconto aos consumidores que optarem por trocar as tradicionais sacolas plásticas pelas sacolas ecológicas feitas de pano para carregar as compras. O objetivo é conscientizar a população pelo bolso sobre o impacto do plástico no meio ambiente e reduzir o número de sacolinhas utilizadas - são pelo menos 40 milhões por dia em todo o País.
Por enquanto, o esquema de desconto mediante a troca de sacola está funcionado em apenas uma padaria, mas deve somar 50 estabelecimentos já nos próximos dias e 4 mil em até seis meses. Hoje, o cliente de uma padaria, no Brooklin, Zona Sul de São Paulo, pode comprar a sacola de pano e ainda obter desconto de 5% nas compras acima de R$ 10. Quem consumir mais de R$ 30 em mercadorias leva a sacola de graça.
"Cada padaria vai dar o desconto que quiser. Mas mais do que a vantagem financeira está a importância ecológica de se usar a sacola vai e volta - nome dado à novidade“, disse o presidente do Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria do Estado de São Paulo.
Segundo ele, além da campanha das sacolas o sindicato pretende lançar outros dois novos projetos de reciclagem em breve: uma para reciclar o óleo de cozinha desperdiçado pelas padarias e outro destinado à reciclagem de garrafas PETs. "É um megaprojeto socioambiental", completou Pereira.
Entre na campanha pelo fim do saco plástico
16/03/2008
Você já reparou com quantas sacolas plásticas a gente volta pra casa depois uma ida ao supermercado, à padaria, ao shopping? Elas são um problema ambiental muito sério.
Gente fazendo compras com sacola de pano ainda existe. Em Joinville, as padarias dão desconto para quem dispensa sacola de plástico. Vale para o pão e para o leite também.
A idéia de baixar o consumo de sacos plásticos surgiu em uma escola. Foi sugestão das crianças preocupadas com o meio ambiente e assustadas com o que viram numa visita ao aterro sanitário da cidade.
“Aquele cheiro ruim, aquele monte de sacola de plástico. Tem muita, mas muita sacola de plástico”, diz Letícia de Souza, de 10 anos.
É muita sacola mesmo. Em um mês, nós, brasileiros, usamos um bilhão de sacos plásticos. E um bilhão por mês significa que, do começo desta reportagem até agora, foram consumidos mais de 23 mil saquinhos só no Brasil. E o pior: o Brasil parece assistir passivo ao desastre, enquanto países já reagem.
O governo chinês quer mudar a imagem de um dos países mais poluidores do mundo. O primeiro vilão a ser derrotado já foi escolhido: os sacos plásticos.
A partir de 1º de junho, lojas e supermercados não poderão mais oferecer sacos plásticos gratuitamente. E fica proibido também fabricar, vender e usar sacolas plásticas muito finas, aquelas que de tão fininhas não podem ser recicladas. A decisão radical surpreendeu. Mas a China está apenas seguindo uma tendência internacional.
Em 2002, a Irlanda passou a taxar as sacolas plásticas. Em um ano, o uso caiu mais de 90%. Na Alemanha e na França, só recebe sacola plástica na loja quem paga por ela. Na África, Ruanda, Quênia, Tanzânia e África do Sul, proibiram o uso de sacolinhas plásticas.
Enquanto isso, no Brasil...
“Você vai na loja de vídeo, eles colocam dentro do saco plástico. O saco do supermercado não é lá grandes coisas. E eles colocam dois sacos de supermercado”, indaga a atriz Gláucia Rodrigues.
O Fantástico propôs uma tarefa para Dona Gláucia, Seu Luiz e os três filhos: guardar, durante uma semana, todo saco plástico que recebessem na rua. “Agora, para onde vai isso?”, pergunta Dona Gláucia.
Aí é que está problema! Só 20% dos plásticos são reciclados no Brasil. O resto? Bom, o resto está aí, poluindo os mares e matando peixes, boiando nos rios e entupindo bueiros. Acredita-se que o plástico leve até dois séculos ou mais para se decompor.
“O lixo que a gente produz fica aqui. Não evapora, não vai para Marte, não vai para a Lua. Fica aqui. E se não é degradável, é uma tragédia”, comenta Gláucia.
Plástico biodegradável? O que é isso?
“É um produto que se degrada por ação de microorganismos vivos e, portanto, ele deixa de existir para se transformar em moléculas menores que não prejudicam o meio ambiente”, explica a pesquisadora Maria Filomena Rodrigues, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo.
No Brasil, já existe tecnologia para a fabricação de plástico biodegradável. Existe até uma usina fabricando matéria-prima, no município de Serrana, pertinho de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Lá, a cana vira açúcar, e o açúcar vira plástico biodegradável.
“Se for colocado no lixo, em até 180 dias ele desaparece totalmente, se transformando em gás carbônico e água”, garante o fabricante de plástico biodegradável, Sylvio Ortega.
Mas, por enquanto, tudo o que a usina produz vai para o exterior. No Brasil, ainda usamos o velho plástico, aquele feito a partir do petróleo, que leva séculos para se degradar.
Alguns anos atrás, apareceu no mercado aquilo que parecia ser a solução do planeta. Você já ouviu falar no chamado plástico oxibiodegradável? Ele também vem do petróleo. Em menos de um ano, o plástico exposto ao sol vira pó. Mas logo surgiram críticas, dizendo que o produto não se biodegrada. Ele apenas faz o plástico virar pó – um pó cheio de metais pesados.
“Esta é uma grande falácia, um grande engodo. Quando você fala em biodegradável, você pensa que se desmancha no ar, desaparece na natureza. Isso não é verdade”, afirma o representante da indústria de plásticos, Francisco Assis.
“Os laudos comprovam que é um produto que não agride o meio ambiente, pelo contrário, ele veio para ajudar a diminuir os resíduos produzidos no meio ambiente”, comenta a fabricante de plástico oxibiodegradável, Flávia Morandini.
No Rio de Janeiro, a família de Dona Gláucia cumpriu a tarefa que o Fantástico sugeriu:
“Em praticamente uma semana, a gente juntou 84 sacos plásticos. Dá uma média de mais de dez por dia”, calcula a atriz.
Nos cinco minutos que durou a reportagem, 115 mil sacolas plásticas foram consumidas no Brasil.
Fonte: Fantástico - Rede Globo
Campanha do governo vai incentivar sacola ecológica
02/03/2008 - 09h00
São Paulo - Elas ainda são minoria. Chegam ao supermercado ou à feira carregando suas sacolas, geralmente de lona ou fibra, e dispensam sacos plásticos para levar as compras para casa. Uma atitude ecologicamente correta, comum em países como França e Alemanha, já que uma sacola plástica demora até 450 anos para se desintegrar.
A bióloga Carla Conde é pioneira. Começou a usar a própria bolsa de compras há 16 anos, ainda no rastro da onda verde que invadiu o Rio com a ECO-92. Naquela época, usava às vezes a sacola de pano, chamada sacola ecológica ou ecobag. Mas há oito anos radicalizou. Sacolas de plástico nem pensar. No início, os outros clientes no supermercado estranhavam. Aos poucos, mudaram. "Hoje em dia já acham normal. Usar sua própria sacola ecológica virou fashion", diz Carla.
Para que pessoas como ela não sejam exceção, o Ministério do Meio Ambiente decidiu lançar a campanha "A Escolha é Sua, o Planeta é Nosso". Entre os dias 10 e 15 deste mês, o Departamento de Economia e Meio Ambiente da pasta incentivará o uso de sacolas retornáveis, a ecobag ou sacola ecológica com o objetivo de reduzir a circulação de embalagens de plástico. Fernanda Altoé Daltro, técnica do ministério, espera que a campanha desperte a consciência dos brasileiros para diminuir a circulação de um dos vilões da degradação ambiental. "Quando as pessoas levam em conta a variável ambiental, praticam o consumo sustentável." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo - AE
LEI CONTRA SACOLA PLÁSTICA 29/2/2008
Prefeito sanciona texto que proíbe uso de embalagens poluentes no comércio de BH. Especialistas alertam que é preciso cuidado na escolha do material para substituí-las
A lei que proibirá, em três anos, o uso de sacolas plásticas convencionais no comércio de Belo Horizonte foi sancionada ontem pelo prefeito Fernando Pimentel (PT). O objetivo é reduzir a degradação ambiental, pois o material usado atualmente leva centenas de anos para se decompor na natureza. As lojas terão que se adaptar, oferecendo exemplares ecológicos como ecobag e sacolas ecológicas. A decisão é polêmica, porque, para parte dos especialistas, um tipo de embalagem disponível do mercado pode poluir mais que o modelo tradicional. A Superintendância de Limpeza Urbana (SLU) reconhece o problema e informa que, até a legislação entrar em vigor, será estudada uma alternativa.
Originário de um projeto de lei do vereador Arnaldo Godoy (PT), o texto diz que os sacos plásticos terão que ser substituídos por modelos ambientalmente corretos em estabelecimentos públicos e privados. A regra vale para supermercados, padarias, farmácias, açougues, lojas de roupas e todos os pontos comerciais que usam o recipiente ecologicamente incorreto. Por ora, os comerciantes podem optar pela troca. A partir de 2011, torna-se obrigatória. O prazo começou a contar ontem e, em 120 dias, deve ser publicada a regulamentação das normas.
Uma opção considerada como “ecológica” disponível atualmente é a sacola de plástico oxibiodegradável. Ela é produzida da mesma forma que a tradicional, a partir de derivados do petróleo, mas contém um aditivo que acelera a deterioração. Em vez de se decompor em até 400 anos, leva de três a 18 meses para se esfarelar. A diferença é que o material se desintegra em milhares de pequenas partículas, em vez de continuar inerte. “Na prática, espalha-se com mais facilidade e pode contaminar rios e plantas”, afirma a gerente do Centro de Tecnologia de Embalagem do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), órgão do governo paulista, Eloisa Garcia.
Secretário-executivo da organização não-governamental Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), dedicada à promoção do reaproveitamento de resíduos, André Vilhena esclarece que o aditivo – uma espécie de catalisador – contém metais pesados, como chumbo e cadmio. “Por isso, esse tipo de sacola pode ser ainda mais tóxica”, diz, acrescentando que a solução mais adequada é estimular o consumo consciente das embalagens e aumentar o percentual reciclado no país.
A própria SLU reconhece, em parecer que fundamentou a sanção da lei, que o plástico oxibiodegradável pode ser maléfico. De acordo com a análise, os cientistas divergem sobre o assunto. Uma corrente diz que o aditivo reduz a estrutura molecular da sacola, permitindo o acesso de microorganismos, que se incumbem da decomposição. Outra considera que o resíduo apenas desaparece a olho nu e o material é dispersado no ambiente, com pigmentos e componentes de tintas, cujo impacto não está estabelecido. Por isso, a lei é genérica e não menciona o tipo de embalagem a ser adotada.
A superintendente do órgão, Sinara Chenna, esclarece que a intenção é sinalizar para o comércio a necessidade de adotar embalagens que causem menos impacto à natureza. “A tecnologia é recente e ainda não há consenso sobre ela. Mas queremos que o empreendedor tenha a preocupação ambiental e é esse o avanço da lei. Em três anos, a comunidade científica pode ter chegado a uma conclusão sobre o plástico oxibiodegradável ou mesmo aparecer um novo material”, justifica, acrescentando que as regras serão detalhadas quando o texto for regulamentado.
CONSUMO Na capital, a tecnologia é pouco usada nos supermercados, considerados os maiores papa-plástico do comércio. Apenas uma rede, com três lojas, oferece sacolinhas do tipo há nove meses. O consumo chega a 1,2 milhão por mês “Estamos preservando o meio ambiente, faça também a sua parte. Recicle seu lixo”, diz mensagem na embalagem.
Eloisa diz que o ideal não é acabar com a sacolinha, mas evitar que ela vá parar na natureza ou em aterros sanitários e lixões, estimulando o reaproveitamento. E conscientizar o consumidor sobre a necessidade de economizar embalagens, o que é possível com atitudes simples, como ressuscitar a boa e velha bolsa da vovó, a chamada ecobag ou sacola ecológica de lona ou pano, comum nas feiras. “Sob o viés da limpeza urbana, o ideal é consumir cada vez menos”, concorda Sinara.
Embaladora em um supermercado do Bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul, Weslha Pereira Campos, de 20 anos, diz que muitos clientes já levam a sacola de casa. Mas outros estão longe de se preocupar com a natureza. “Tem gente que parece consumir mais a sacola que produtos. Pedem para levar um bolo delas, para ensacar lixo”, conta. “A gente aproveita para outras finalidades. Mas acho que o uso excessivo é uma questão de comodismo da sociedade moderna. Há pouco tempo, isso não era hábito. Basta conscientizar a população para a cultura mudar”, afirma a bióloga Gláucia Drummond, de 41, que ontem levava, num exemplar oxibiodegradável, sanduíche e refrigerante. Fonte: Estado de Minas
China proíbe sacolas plásticas gratuitas em lojas
09 Janeiro de 2008
Pequim, 9 jan (EFE).- As lojas estarão proibidas de dar sacolas plásticas a seus clientes a partir de 1 de junho na China, onde a população consome 3 bilhões de bolsas descartáveis por dia, uma grave ameaça ao meio ambiente.
Segundo uma ordem divulgada hoje pelo Conselho de Estado (executivo), a distribuição gratuita e a produção de bolsas com uma espessura inferior a 0,025 milímetro ficará proibida. A pena será uma multa, ainda não especificada.
"Nosso país consome enormes quantidades de sacolas de plástico. É uma comodidade para os consumidores, mas elas causam uma grave poluição e esbanjamento de energia e recursos, devido ao excesso de uso e à falta de reciclagem", diz a ordem.
O Governo quer que a população volte a usar sacolas ecológicas e bolsas de tela e cestas para fazer suas compras.
A China produz 3 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano. A nova medida pode reduzir o total em dois terços, segundo os especialistas consultados pelo Conselho de Estado. EFE cg mf
África do Sul proíbe sacolas de plástico no país
03 de maio de 2003
O governo da África do Sul decidiu proibir que lojas distribuam a seu clientes sacolas plásticas para carregar mercadorias.
A medida, que atinge bolsas e sacolas de plástico com espessura inferior 30 mícrons (milésimo de um milímetro), tem o objetivo de diminuir a sujeira nas ruas do país – destino final de boa parte das sacolas.
De acordo com o governo sul-africano, o país usa cerca de 8 bilhões de sacolas plásticas por ano.
O comerciante que der sacolas proibidas para seus clientes poderá receber uma multa de cerca de US$ 13,8 mil (R$ 41,6 mil) ou mesmo ser condenado a dez anos de prisão. A medida força agora a utilização de sacolas ecológicas ou retornáveis em tecidos ecologicamente corretos como algodão ou rami. EFE cg mf